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Dia do Rio

O KKL Brasil apresentou, durante todo o mês de novembro, uma série de reportagens que retratam o desastre ambiental em Mariana, e que abordam seus resultados após um ano do ocorrido. Dentre muitos textos que foram publicados, foram escolhidos aqueles que destacavam, com maior aprofundamento e seriedade, os problemas socioeconômicos ambientais gerados pelo acidente em 2015.

 

G1 . 26/10/2016
Por Cida Alves

 

No porto da vila de Regência, no norte do Espírito Santo, os pescadores estão proibidos pela Justiça de pescar na foz do Rio Doce, onde a lama da barragem da Samarco chegou de Minas Gerais e avançou pela costa do Espírito Santo em novembro do ano passado. No rio, eles também não pescam, pois afirmam que, até hoje, não sabem se o peixe está contaminado ou não. Cerca de 250 famílias, que fazem parte da colônia de pescadores, esperam por uma resposta oficial e definitiva sobre se podem pescar, comer e vender os peixes do Rio Doce sem o comprometimento da saúde de ninguém.

 

Há estudos de toxicologia sendo feitos nos peixes atingidos pela lama, afirma o coordenador nacional do Centro Tamar, João Carlos Thomé. Ele explica que a proibição da pesca na foz do Rio Doce tem relação com o fato de que índices de contaminação do pescado estavam surgindo em alguns organismos. Thomé disse ainda que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recebeu recentemente amostras dos peixes dos rios e que foram encaminhadas para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul para exames toxicológicos, mas ainda sem resultados.

 

A Samarco entregou 7.327 cartões de auxílio financeiro para famílias que dependiam diretamente do Rio Doce para sobreviver. Somente no Espírito Santo foram 3.535 cartões, sendo 287 em Regência e 808 cartões em Baixo Guandu, até o início de outubro. O auxílio é um pagamento mensal de um salário mínimo para cada pessoa do núcleo familiar, mais um adicional de 20% para cada dependente e cesta básica. A empresa disse que os critérios para concessão dos cartões foram definidos junto com o Ministério Público do Trabalho, mas não especificou quais são eles. No entanto os pescadores de Regência e de Baixo Guandu, reclamam do sistema de cadastramento e concessão de cartão-benefício, alegando que pessoas que vieram de outras cidades ou que nunca pescaram no Rio Doce estão recebendo o cartão, enquanto pescadores com documentação e anos de atividade ficaram sem o auxílio.

 

Para mais detalhes, leia na íntegra:
http://g1.globo.com/…/sem-saber-se-peixe-esta-contaminado-p…

 

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