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O que fazemos

Agricultura

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O crescimento da população mundial a uma taxa média de 2% ao ano representa um desafio constante para a agricultura, que se depara, cada vez mais, com a equação “produzir mais alimentos em menos espaço”,  dentro de princípios que respeitem o meio ambiente.

 

Apesar de sua geografia extremamente hostil à prática das atividades agrícolas, já que apenas 20% das terras são aráveis, a agricultura em Israel é um dos aspectos econômicos mais desenvolvidos. O país é um grande exportador de produtos hortícolas e frutícolas, além de ser líder mundial em pesquisa agrícola.

 

 

Reconstrução da agricultura antiga

 

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Para se ter uma visão global sobre a agricultura em Israel, é preciso voltar milhares de anos na história.

 

Pesquisas arqueológicas mostram que a queda da cidade de Sataf começou há cerca de 6 mil anos. O local atingiu o esplendor na época do Segundo Templo e no período Bizantino. Com os Cruzados e os Otomanos, Sataf experimentou fortunas variáveis. Em 1949, foi fundada sobre suas ruínas o Moshav Bikura. O local foi restaurado e contém reconstruções da antiga agricultura, sendo aberto apenas para fins educacionais.

 

A reconstrução dos terraços agrícolas de Sataf e a restauração de duas piscinas de coleta que servem cada uma das duas fontes locais –Ein Sataf e Ein Bikura- foram feitas por trabalhadores do KKL, no início dos anos 1980. Graças à reescavação dos canais de irrigação para as parcelas agrícolas da terra e terraço, é possível observar como era a agricultura praticada nos tempos bíblicos.

 

Sataf também oferece o “pomar paisagem” (Bustanof, em hebraico) aos moradores de Jerusalém. Por um preço simbólico, eles usam um pequeno lote de terra para cultivar o que querem em seu tempo livre.

 

 

Inovações agrícolas

 

Diversos visitantes e agricultores de países vizinhos costumam ir à Exposição Agropecuária do Besor Research e à Estação de Desenvolvimento no Neguev para verem e aprenderem como as inovações agrícolas desenvolvidas por Israel.

 

Parcerias com organizações governamentais e não governamentais contribuem para que os esforços nessa área sejam bem-sucedidos. É o caso de uma firmada entre o Ministério da Agricultura e o KKL, que, em conjunto, trabalha para o benefício do Negev, deserto que ocupa cerca de 60% do território de Israel. Sem agricultura em regiões como esta, não haveria vida, daí a necessidade de enfatizar a importância da água, que vem dos reservatórios construídos pelo KKL.

 

 

Produção no Negev

 

Com sementes trazidas da Holanda, o pimentão foi um dos primeiros vegetais que se adaptaram ao solo e clima do Neguev. Foram realizadas experiências com 40 espécies, e quatro foram consideradas adequadas. As estufas, que produziam cerca de 10 toneladas por dunam ( cada dunam equivale a mil metros quadrados), agora alcançam de 20 a 24 toneladas, um recorde mundial de produtividade.

 

Outra principal cultura é o tomate. Graças a diversas pesquisas, são criados novas cores e sabores, bem como planejamento de safras para momentos do ano em que esse fruto não está disponível no exterior.

 

 

Adora o frio, mas está no deserto

 

Cultivada na Holanda durante o inverno, a peônia é uma flor que se adaptou ao deserto de Negev. A ideia de produzi-la durante o inverno israelense para atender o mercado europeu, em uma época do ano em que ela não está disponível, deu certo. Mas, para isso, foram desenvolvidos métodos para oferecer às flores uma temperatura que elas estão acostumadas. No período de entressafra, os agricultores chegam a ganhar entre um e dois euros por cada flor.

 

 

Alface

 

Devido a escassez de água e de solo fértil, a alface, em vez de ser cultivada diretamente na terra, cresce em vários tipos de plataforma. O controle da irrigação permite uma diminuição significativa na perda de água. No entanto, como o campo aberto ainda é a primeira escolha para o cultivo dessa verdura, estuda-se qual é a qualidade  e tipo de composto que são melhores para o seu cultivo na região.

 

 

Redução de umidade e doenças

 

A manutenção da temperatura desejada em estufas resulta em gastos excessivos com combustíveis, sem contar que a umidade excessiva contribui para o aparecimento de várias doenças durante o crescimento das plantas. O desenvolvimento de um sistema que mantém uma temperatura constante na estufa, reduz drasticamente a umidade, conserva energia, previne doenças, diminui o uso de agrotóxicos e melhora a qualidade do produto final.

 

 

Centro de sementes

 

Realiza tratamentos pré-germinativos em sementes consideradas pobres em condições normais. Tem um banco de conservação genética, que contém espécies de árvores de todo o mundo, que foram plantadas pelo KKL, algumas deles adaptadas em Israel.

 

 

Agricultura sustentável

 

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O KKL tem ciência que a agricultura desordenada, por meio do uso descontrolado de agrotóxicos, destruição do habitat e conflitos entre agricultor e animais selvagens, pode prejudicar o meio ambiente. Para que a agricultura caminhe ao lado das boas práticas agrícolas, oferece:

 

• apoio em estações de pesquisas e desenvolvimento de  programas de manejo integrado de pragas

 

• sistemas agrícolas que promovam áreas livres de pesticidas

 

• busca de soluções inovadoras para o conflito entre o agricultor e meio ambiente

 

O trabalho ambiental parece interminável, mas, o KKL é otimista. Acredita que o trabalho com respeito ao meio ambiente contribui para um mundo melhor a ser deixado para as próximas gerações.

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