Keren Kayemet LeIsrael - KKL Brasil


O que fazemos

Água

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O maior desafio que a humanidade enfrenta no terceiro milênio é a diminuição dos recursos hídricos. E para Israel, que já conviveu com anos consecutivos de seca e escassez de água, a história não é diferente. A preservação das fontes de água se constitui num dos maiores desafios que o país enfrenta desde que se tornou independente, em 1948.

 

Na luta para diminuir essa crise no país, agravada pela deterioração do ambiente causada pelo crescimento demográfico, industrial e agrícola e, ainda, pela superexploração dos escassos reservatórios de água potável, o KKL tem desempenhado um papel fundamental, ao construir 225 reservatórios para recolher a água das chuvas e a água reciclada para uso, sobretudo na agricultura.

 

A participação do KKL reveste-se ainda mais de importância quando é sabido que mais da metade do consumo de água em Israel tem como destino a agricultura. Esses reservatórios reduzem o uso de água potável na irrigação em cerca de 60%. Vários deles são multifuncionais. Além da irrigação, fornecem água para a recuperação de rios, recreação e reabastecimento de aquíferos.

 

 

 

Quarto aquífero

 

A contribuição para aumentar a economia de água de Israel fez com que o KKL ganhasse o “carinhoso” apelido de “quarto aquífero de Israel”. O país tem três principais fontes de água: Lago Kinneret, Aquífero Montanha e Aquífero Costeiro.

 

A criação de unidades de tratamento de águas usadas, como as colocadas em prática pelo KKL, fez Israel emergir como um líder mundial nesse tipo de reciclagem. A honrosa classificação foi descrita no 3º Relatório da ONU sobre Desenvolvimento Hídrico Mundial. Cerca de três quartos dos esgotos municipais tratados é reutilizada em irrigação, ou seja, 31% de toda a água fornecida à agricultura, e 18% do uso total de água do país.

 

 

 

Água reciclada

 

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Até 2020, Israel pretende produzir 600 milhões de m3 de água reciclada para a agricultura, o que significa dizer que o KKL, ao lado de ministérios governamentais e outras organizações, tem muito trabalho pela frente.

 

Para represar toda a água reciclada produzida pelos sistemas de purificação de água em Israel, é necessário construir mais 50 reservatórios nos próximos cinco anos, dos quais 39 armazenarão um total de 57,8 milhões de m3 de água, constituindo a única fonte para a irrigação de 16 mil hectares de terrenos cultivados.

 

Quando o assunto são os métodos inovadores de economia e reciclagem de água, Israel coloca-se na vanguarda. A chuva que escorre pelas ruas das cidades, quase sempre impregnada de poluentes, vai direto para os bueiros e deles para o mar, num flagrante desperdício, principalmente para regiões onde esse líquido é cada vez mais precioso, além de causar poluição.

 

Com apoio do KKL e da Universidade de Monash, da Austrália, uma invenção  do israelense Yaron Zinger  purifica essa água, o biofiltro. Por meio de várias camadas de vegetação e bactérias, a água é alimentada através de uma série de poços a uma profundidade de 87 metros. Em seguida, parte é utilizada como água de reuso e parte retorna ao aquífero costeiro.

 

A novidade já está em uso difundido na Austrália, e 10 mil sistemas serão instalados ao longo dos próximos cinco anos. Em Israel, a experiência ainda faz parte de um projeto-piloto implantado na cidade Kfar Saba, Sua disseminação esbarra no alto custo. No entanto, um comitê gestor, com a participação do KKL, foi criado para incentivar a adoção mais ampla desse sistema.

 

 

 

Reabilitação dos rios

 

O KKL assumiu a responsabilidade pela reabilitação dos rios poluídos e seus arredores, em Israel. Isso inclui a remoção de poluentes, a restauração cênica, conservação do solo, paisagismo e parques em desenvolvimento, trilhas e outras infraestruturas de lazer na natureza.

 

A poluição dos rios israelense é resultado de décadas de negligência. A maioria tornou-se canais de esgoto para os resíduos industriais e agrícolas e a lixeira para os resíduos municipais. Quando o Estado de Israel foi estabelecido, o rápido crescimento da indústria e da agricultura sobrepôs às preocupações ambientais. Com o tempo, os danos tornaram-se um grave problema e precisa ser corrigido antes que se torne irreversível.

 

Em 1993, o governo de Israel estabeleceu a Autoridade de Reabilitação do Rio (RRA). Dois anos após sua criação, o KKL assumiu a responsabilidade global  das atividades destinadas ao RRA, como coordenar esforços para limpar os rios, reabilitar ecossistemas ribeirinhos, fauna e flora e promover a educação ambiental e pesquisas nos rios e arredores.

 

O principal desafio enfrentado é que não existem dois rios iguais, e não há dois planos de reabilitação idênticos. Porém, o conceito de orientação é um só: desenvolvimento integrado com abordagem global aos aspectos ambientais, como parte de reabilitação dos rios a longo prazo. Cerca de 20 anos é a estimativa conservadora para reabilitar um rio.

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